Oito volumes restantes do "Museologia Roteiros Práticos" números, 3, 4, 5, 7, 8, 9 incluindo os relatórios técnicos um e dois, disponíveis para download gratuito. Clik aqui para acessar e baixar as duas versões anteriores do "Museologia Roteiros Práticos": plano diretor e planejamento de exposições.
O objetivo principal não será postar somente publicações minhas, e sim tentar reunir informações de tudo o que acontece no mundo e principalmente no Brasil no que se refere a museologia. Um blog totalmente voltado para o universo museológico, com a proposta de trazer um conteúdo diversificado para profissionais e acadêmicos da área como também para o público em geral.
segunda-feira, 16 de junho de 2014
segunda-feira, 9 de junho de 2014
DOWNLOAD DE ARTIGOS, LIVROS E OUTROS ARQUIVOS EM PDF!
Saudações museológicas!
Sabendo das dificuldades de nós
museólogos e outros profissionais de encontrar textos sobre o
“mundo dos museus”, tentarei reunir tudo que for possível como artigos, livros e textos em um único lugar, aqui, no Acontece Nos Museus. E todo esse conteúdo estará em
formato PDF.
Lembro que todos os arquivos
disponibilizados aqui foram extraídos da própria internet.
O primeiro poste será os dois primeiros
volumes do Museologia Roteiros práticos:
Plano Diretor / Stuart Davies; tradução
de Maria Luiza e Pacheco Fernandes. – São Paulo: Editora da Universidade de
SãoPaulo; Fundação Vitae, 2001. – (Série Museologia, 1).
INTRODUÇÂO: Esta publicação foi
originalmente editada pela Museums & Galleries Commission (MGC), um órgão
britânico criado em 1931. A MGC presta consultoria especializada ao governo e
aos museus da Grã-Bretanha, com o objetivo de promover o aprimoramento das
instituições museológicas e a preservação do patrimônio cultural. Com essa
finalidade, a MGC desenvolve processos de discussão visando ao estabelecimento
de parâmetros relativos à conservação e preservação dos acervos, às pesquisas e
aos programas para visitantes; estimula e ajuda os museus a adotar esses
parâmetros, assegurando verbas para esses fins e concedendo fundos para o
aperfeiçoamento das suas atividades.
Plano Diretor integra uma série de
publicações denominada Guidelines for a Good Pratice (Diretrizes para uma Boa
Prática), destinada a orientar administradores e profissionais de museus que
desejam implantar e desenvolver, em suas instituições, serviços de alta
qualidade. Todos os números foram produzidos com a assessoria de especialistas
com grande experiência na área museal.
Planejamento de Exposições / Museums
and Galleries Commission; tradução de Maria Luiza Pacheco Fernandes. – São
Paulo: Editora da Universidade de São Paulo; Vitae, 2001. – (Série Museologia,
2).
A tradução para o português e a
veiculação do texto Planejamento de Exposições se insere no do programa de
apoio aos museus que a Vitae vem desenvolvendo. Preenche uma das lacunas
existentes na área da bibliografia especializada e estimula os museus a
desenvolverem, com suas equipes, este tipo de trabalho interdisciplinar,
independentemente do seu porte e/ou do tamanho de sua equipe. O texto original
foi produzido pela Musems & Galleries Commission, um organismo britânico
criado em 1931 para prestar consultoria especializada, objetivando o
aprimoramento das equipes dos museus.
O texto chama a atenção para a
importância da área de exposição afirmando “para a maior parte dos visitantes
as exposições são o museu. Elas fornecem o ponto principal de contato com as
coleções do museu e as informações a elas associadas, oferecendo ao mesmo tempo
diversão e esclarecimento”.
ps: toda semana um arquivo novo.
Por: Marcelo Ferreira
segunda-feira, 2 de junho de 2014
A UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE AVALIA A POSSIBILIDADE DE FECHAMENTO DO CAMPUS LARANJEIRAS POR FALTA DE SEGURANÇA
CRÔNICA DE UMA DITADURA DEMOCRÁTICA: UFS, LARANJEIRAS SERGIPE E A VIOLÊNCIA DOS SENTIDOS.
Por
Janaina Mello (Profa. da UFS CampsLar)
Há
cinco anos e dois meses aportei na cidade de Laranjeiras-SE, vinda de Alagoas,
onde passara outros cinco anos como professora da UNEAL. Iniciava uma nova
jornada em minha vida, há mais de cinco anos havia cortado o cordão umbilical
com o Rio de Janeiro, minha cidade natal onde nasci e me criei. Agora, Sergipe
era meu novo horizonte e a Universidade Federal de Sergipe (UFS) a minha nova
casa. Laranjeiras, uma cidade linda, um patrimônio histórico à céu aberto,
cheia de cultura, tanto material como imaterial, sonho realizado de qualquer
amante da história que ao percorrer suas ruas, contemplando os casarios do
século XIX, deleitava-se com as possibilidades de estudo, pesquisa e vivência.
Para mim foram cinco anos de projetos de pesquisa, tecnologia e extensão
diretamente vinculados à cidade. Nela organizei, junto com colegas professores
e alunos, eventos e exposições; nela me realizei e me tornei uma historiadora
de fronteira, interdisciplinar, com visão de campo de saber holística,
transitando entre a História, a Museologia, a Arqueologia e a Tecnologia, ainda
arrisquei flertar com a Antropologia e a Sociologia que também me acolheram com
suas leituras, conceitos e métodos. Artigos resultaram desse intercurso,
artigos para eventos locais, regionais, nacionais e internacionais.
Artigos
foram publicados em revistas acadêmicas Qualis A e B. Sites foram criados,
filmes foram produzidos, entrevistas realizadas. Percorri as ruas da cidade com
os alunos da Museologia e da Arqueologia, fui às escolas do centro e do Conjunto
com os alunos, trouxemos a comunidade de Laranjeiras para dentro dos muros
restaurados do antigo Trapiche para experenciar dois Cafés Coloniais, mais de
cinco exposições, o Cinema na Museologia, as Oficinas de Educação Patrimonial.
Conheci senhorinhas e jovens, almocei em várias casas, as pessoas aprenderam a
me conhecer pelo nome e pelo curso de Museologia que eu represento na cidade,
comi munguzá na praça da igreja matriz, misto no mercadinho e almocei várias
vezes na Mussuca com dona Nadir cantando samba de coco. Participei de Encontros
Culturais em janeiro, como palestrante, como pesquisadora, como apreciadora, da
manhã até a noite. Realizei trabalhos na Casa de Cultura João Ribeiro. Fiz
amigos moradores de Laranjeiras.
Agora
vejo a universidade federal na figura de sua gestão maior virar as costas à
cidade, vejo colegas e alunos falando em Laranjeiras nunca mais! como se fosse
essa a solução para uma violência anunciada que foi crescendo em um contexto de
muitos responsáveis. Quantos professores de tosos os cursos realmente
preocuparam-se em conhecer a comunidade como eu conheci? Quantos dedicaram-se à
proejtos de extensão na comunidade? Quantos são conhecidos pelo nome e
reconhecem os moradores pelos nomes? Quantos alunos saíram de suas salas para
integrar-se à comunidade? Quanto foi investido pela gestão maior da UFS em
programas de integração/extensão comunitária? Digo programas e não projetos
individuais! Há mais de um mês o melhor Secretário de Cultura que
Laranjeiras-SE já teve - Neu Fontes - foi exonerado de seu cargo (justo aquele
que organizou o Plano Municipal de Cultura, realizou foruns e conferências
municipais de cultura, cadastrou os grupos de brincantes, forneceu informações
para que esses grupos adquirissem autonomia e saíssem da órbita da dependência
de cabresto da prefeitura) e a universidade não se manifestou e a população não
se manifestou publicamente! Quantos projetos de auxílio aos dependentes
químicos em Laranjeiras-SE foram finalizados pela atual prefeitura? Aliás, onde
estão os projetos sociais dessa atual prefeitura? Projetos de emanciapação e
não de dependência! Onde estão projetos para cursos profissionalizantes para os
jovens que não vêem perspectivas (informática, eletrônica, eletricidade, obras,
mecânica de carros)? Onde estão projetos para cultura e esporte (formação de
agentes jovens culturais, formação de times em várias modalidades esportivas
para disputar campeonatos)? A prefeitura mostra falta de competência gritante
na gestão da cidade e tenta culpabilizar a universidade por algo para a qual
recebe verbas para executar!!!! O Estado mostra-se omisso, como se Laranjeiras
não fosse parte de Sergipe e o delegado afirma que um efetivo de 4 policiais é
capaz de manter a segurança em meio à uma população urbana com mais de 25 mil
pessoas.
A
população de Laranjeiras está sendo assaltada todos os dias, os índices de
violência contra as mulheres, de estupro e roubo de casas é alarmante. Por três
vezes os vigilantes da UFS foram ameaçados em suas vidas, onde jovens em uma
motocicleta tentaram levar suas armas. Na terceira vez, conseguiram. O campus
foi imediatamente fechado - Ordem de cima! Protejamos o pratrimônio físico da
universidade! - e nós professores e alunos colocados para fora, à noite, para
ainda assustados, rodeados por crianças, buscarmos os demorado transporte para
Aracaju. Na época das manifestações contra o aumento das passagens de ônibus em
todo o Brasil, a comunidade de Laranjeiras fez sua passeata, mas a universidade
informada de que haveria quebra-quebra mandou fechar o campus e colocou
novamente alunos e professores, assustados, sem muitas informações concretas
para fora, num contexto de paralisação de transportes públicos.
Agora,
uma aluna do curso de Dança foi sequestrada e agredida, foi levada ao hospital,
foi à delegacia acompanhada por professoras e a reportagem da TV (SE-TV)
mostrou um policial afirmando ter sido apenas um surto psicótico e que nada
havia acontecido de verdade! Há oito alunos de todos os cursos ameaçados de
morte! Há uma lista! O que a gestão maior deciciu fazer diante desse quadro de
medo, mandou fechar o campus durante 30 dias, sem buscar outras soluções e
agora compõem-se documentos internos para a transferência imediata dos cursos
para o Campus São Cristóvão! Foi uma ordem, um cumpra-se! Justo quando - nós
historiadores - realizamos eventos sobre a Ditadura Militar em todo o Brasil,
temos um cumpra-se, uma ordem sem abertura ao diálogo. Uma decisão de cima! Os
alunos residentes foram para um outro município, estão passando privação de comida,
uma vez que foram recolhidos pela universidade às pressas, objetificados,
tratados como coisas! A população honesta, amiga, acolhedora e parceira de
Laranjeiras está sitiada, assustada dentro de suas casas, pois também tem sido
alvo de roubos e morte. Alguns professores e alunos comemoram a vitória de
finalmente sair de Laranjeiras e ir para São Cristóvão quase ao lado de suas
casas em Aracaju.
Eu e
outros colegas choramos. Choramos a saída de nossa casa, porque nossa casa
sempre foi Laranjeiras. Choramos uma ditadura democrática em pleno século XXI
que se realiza dentro da universidade com ordens de fechamento e transferência,
choramos a ignorância daqueles que acham que venceram mas perderam pois o que
nos espera em São Cristóvão são containers (já que os cursos antigos brigam
pelo espaço que não possuem) e o resun dos alunos impactados por mais mil
alunos provavelmente terá filas quilométricas e falta de comida, a
transferência para o Rosa Else resultará em outras violências (já que a
violência urbana no Estado está generalizada pela falta de estrutura e
investimento em efetivos policiais e em programas de inclusão social,
profissionalização, tratamento de dependência química e empregabilidade).
Choramos porque no final, eles que acham que venceram (os que queriam sair e os
que queriam que nós saíssemos) não sabem o que fazem. Choramos porque perdemos
a nossa casa, os nossos amigos, a nossa família que é Laranjeiras. Choramos
porque Laranjeiras continuará em perigo e nada será feito. Choramos porque a
universidade é covarde e ao invés de acionar a Polícia Federal para uma
intervenção, acionar o Ministério Público Federal, simplesmente escolhe o
caminho de sempre: fechar o campus e nos colocar à todos para fora. Choramos
porque Sergipe perde um campus, de 5 passa a ter 4. Choramos porque os cursos
desmembrados irão para São Cristóvão como retirantes de uma seca violenta de
cérebros pensantes e solidários. Nessa violência dos sentidos ainda acusam a
Museologia de não querer sair, sim, nós não queremos sair, porque ao contrário
de muitos, enxergamos muito mais além do que o imediato, enxergamos e sentimos
na pele a violência dos sentidos que hoje, na madrugada, se manifestou na
invasão e roubo do Museu Afro-Brasileiro de Sergipe em Laranjeiras. Um claro aviso
à Museologia, seus professores e alunos? Choramos porque o governo do Estado
nada faz, a prefeitura nada faz e a universidade quando o faz...faz errado!
quinta-feira, 22 de maio de 2014
MUSEU AFRO-BRASILEIRO DEVE SAIR DO PAPEL EM BREVE
A ministra da
Cultura, Marta Suplicy, disse no último dia (20) que o edital do concurso para
definir o projeto arquitetônico do Museu Nacional Afro Brasileiro de Cultura e
Memória deve sair nos próximos dias. O projeto do concurso está a cargo do
Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) e a expectativa é que seja lançado
ainda neste primeiro semestre, segundo a ministra.
Ela confirmou que a parceria com o IAB está fechada desde
2013, mas preferiu não dar detalhes sobre o edital. “Mudamos algumas coisas, e
talvez na semana que vem tenhamos novidades”, declarou Marta em visita ao Rio
de Janeiro.
O Museu Afro será erguido em Brasília, em terreno doado
pelo governo do Distrito Federal, às margens do Lago Paranoá. A ideia é criar
um centro de referência da cultura negra, com pesquisas sobre a situação dos
negros no Brasil, sobre os impactos da escravidão, onde o visitante poderá
compreender a influência da cultura afro-brasileira na identidade nacional.
Presidente da Frente Parlamentar em Apoio à Criação do
Museu Afro-Brasileiro em Brasília, o deputado Edson Santos (PT-RJ), destinou R$
300 mil em emenda parlamentar de 2013 para o concurso do IAB. Este ano, a
frente parlamentar arrecadou mais R$ 600 mil para executar o projeto, que deve
ser escolhido no concurso.
O deputado disse que a ideia da frente é articular o
Congresso Nacional para viabilizar a construção e manutenção da unidade. “Ao
iniciar-se o projeto, quando o museu ganhar materialidade, a frente parlamentar
vai buscar recursos e mecanismos para fortalecer o orçamento do ministério com
vistas ao museu”, disse à Agência Brasil.
Durante seminário sobre a escravidão, na Casa de Rui
Barbosa, em Botafogo, zona sul do Rio, a ministra da Cultura destacou que o
museu afro “pretende resgatar uma história não contada”. “Finalmente, a
história vai sair dos livros, quer dizer, entrar, porque nunca entrou, e em
museu, que não será de artefatos – esses nós temos -, mas de arquivos, que faça
pesquisa, que possibilite reflexões e que agregue à nossa capital, Brasília,
esse lugar de aprofundamento da identidade brasileira”, explicou.
O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), com servidores
em greve, não atendeu à reportagem. Procurado, o IAB também não antecipou
detalhes sobre o concurso.
Fonte: ebc.com.br/editor Stênio Ribeiro
domingo, 18 de maio de 2014
18 CURIOSIDADES SOBRE MUSEUS E CENTROS CULTURAIS DO RIO DE JANEIRO.
Dezoito fatos sobre as salas de exposição
e centros de arte da cidade. Saiba mais sobre a história, as construções e os
acervos dos principais museus do Rio
por Louise Peres | 16 de Maio de 2014.
CCBB
Rio: em duas décadas, ele já figura entre os principais centros culturais do
mundo
Nos últimos anos, os cariocas não têm do que reclamar: estão muito bem servidos quando se trata de programação cultural de museus. Além de construções interessantes, os centros de exposição cariocas são destino de exposições imperdíveis - como os expoentes do Impressionismo, que atraiu uma multidão de visitantes ao CCBB, ou as obras hiper-realistas de Ron Mueck, atualmente em cartaz no MAM. Para a nossa sorte, o que não faltam são museus na cidade – e sempre teremos algo a descobrir sobre eles. Na semana em que é celebrado o Dia Internacional de Museus (18 de maio), VEJA RIO listou dezoito curiosidades sobre alguns dos principais espaços de exposição do Rio - certamente você desconhece muitos desses fatos. Confira a lista abaixo e saiba mais sobre eles.
1 - Na famosa rotunda, o pregão da bolsa Inaugurado como
sede da Associação Comercial do Rio de Janeiro, em 1906, o Centro Cultural
Banco do Brasil abrigava em sua rotunda o pregão da Bolsa de Fundos Públicos.
Na década de 1920 passou a pertencer ao Banco do Brasil, que o reformou para
abertura de sua sede.
Rotunda:
espaço que hoje recebe obras interativas antes abrigava o pregão da bolsa.
2 - Sai o dinheiro, entra a arte: No final da década de
1980, resgatando o valor simbólico e arquitetônico do prédio, o Banco do Brasil
decidiu pela sua preservação ao transformá-lo em um centro cultural. O projeto
de adaptação preservou o requinte das colunas, dos ornamentos, do mármore que
sobe do foyer pelas escadarias e retrabalhou a cúpula sobre a rotunda.
3 - Em duas décadas, referência para a cultura: Inaugurado
em 12 de outubro de 1989, o CCBB transformou-se rapidamente em um dos centros
culturais mais importantes do País. É o museu/centro cultural mais visitado do
Brasil e o 17º no mundo, de acordo com o ranking da publicação inglesa The Art
Newspaper (abril/2013).
4 - Quase 15 mil m² de arte: A construção possui uma área
construída de 19.243m². O CCBB ocupa 15.046m² desse total.
5 - Jardim com a mão presidencial: As palmeiras,
elementos marcantes dos jardins do Museu de Arte Moderna, tiveram o plantio
inaugurado pelas mãos do então presidente Juscelino Kubitschek, em 1958. Ele
foi o responsável por plantar a primeira de uma série de 48 mudas.
6 - Sede no Capanema: Antes de ocupar o prédio atual, no
Aterro, o MAM foi instalado em 1952 no Palácio Gustavo Capanema, então sede do
Ministério de Educação e Saúde. Em dezembro, a Câmara dos Vereadores aprova
proposta de doação de terreno de 40 mil metros quadrados para a instituição.
MAM:
instalação nos pilotis
7 - O prédio atual: A construção que hoje abriga o MAM
teve o projeto desenhado por Affonso Eduardo Reidy em 1954. No mesmo ano,
Roberto Burle Marx projetou os jardins. Somente em 58 foi concluída a
construção do Bloco Escola, que passou a ser a sede do museu. A mostra inaugural
apresentou trabalhos do pintor inglês Ben Nicholson e de nove escultores
britânicos contemporâneos.
8 - Acervo destruído: Vinte anos depois, em 8 de julho de
1978, um incêndio destrói praticamente toda a coleção do Museu, provocando
também graves danos ao Bloco de Exposições. Nenhuma das telas da mostra Arte
Agora III – América Latina: Geometria sensível escapa ao fogo.
9 - Uma coleção portuguesa, com certeza: O acervo do
Museu Nacional de Belas Artes teve origem no conjunto de obras de arte trazido
por D. João VI de Portugal, em 1808. Alguns anos mais tarde, ele foi ampliado
com a coleção reunida por Joachin Lebreton, que chefiou a chamada Missão
Artística Francesa, formando a mais importante pinacoteca do país. Este núcleo
original foi enriquecido com importantes incorporações ao longo do século XIX e
início do século XX.
Museu
Nacional de Belas Artes: acervo inicial trazido de Portugal.
10 - Cem anos depois: Com a construção da nova sede da
Escola Nacional de Belas Artes, em 1908, um projeto do arquiteto Moralles de
los Rios, a coleção passou a ocupar parte do novo prédio. O MNBA seria criado
oficialmente somente em 13 de janeiro de 1937.
11 - Setenta mil itens: É o acervo estimado do MNBA.
Compõem a coleção pinturas, esculturas, desenhos e gravuras brasileiras e
estrangeiras dos séculos passados até a contemporaneidade, além de reunir um
segmento significativo de arte decorativa, mobiliário, gliptíca, medalhística,
arte popular e um conjunto de peças de arte africana.
12 - Hoje Museu da República, antes residência: Hoje um
espaço destinado a preservar, investigar e comunicar a história da República
Brasileira, o palácio do Catete serviu de residência para o Barão de Nova
Friburgo e sua família, entre 1866 e 1890, e para os presidentes republicanos,
entre 1897 e 1960.
13 - A República em 10 mil peças: O acervo é composto por
coleções que reúnem cerca de 10 mil objetos relativos à história do período
republicano no país, desde a sua idealização aos dias atuais: objetos pessoais
de políticos e personalidades importantes da época; coleções com objetos
pertences à família do barão de Nova Friburgo, primeiros moradores do palácio.
14- Quase três anos de obras : Foi o período
necessário para que o Museu de Arte do Rio (MAR) abrisse as portas de seus dois
prédios de perfis heterogêneos: o palacete tombado Dom João VI e um edifício de
estilo modernista, que abrigava um terminal rodoviário. As duas construções que
formam o museu, unidas por meio de uma passarela e uma cobertura em forma de
onda, totalizam um complexo de 15 000 metros quadrados.
Museu de Arte do Rio: quase três anos de obras.
15 – Marco da museologia no país: O Museu Histórico
Nacional Abrigou o primeiro curso de museus do país, criado por Gustavo Barroso
em 1932, atual Escola de Museologia da Universidade Federal do Estado do Rio de
Janeiro - UNIRIO, primeira instituição de ensino superior em Museologia na
América Latina.
16 – Política de preservação: O museu também foi o
pioneiro na política de preservação do Patrimônio Nacional, abrigando, entre
1934 e 1937, a Inspetoria de Monumentos Nacionais.
17 – 350 mil itens: É o número estimado do acervo do MHN,
criado na década de 1920. Dentre as peças está a maior coleção de numismática
da América Latina.
Tela
no MHN: um dos 350 mil itens que compõem o acervo.
18 – O prédio: A construção que abriga o MHN foi erguida
pelos portugueses para servir de defesa da Baía da Guanabara, e a configuração
de seu conjunto arquitetônico é um retrato da memória da ocupação e urbanização
da cidade. O Forte de São Tiago da Misericórdia foi construído em 1603, na
ponta do Calabouço, porção de terra estratégica que avançava sobre o mar entre
as praias de Piaçaba e de Santa Luzia, desempenhava importante papel na
proteção da cidade e na administração colonial.
Fotes: VejaRio; sites oficiais dos museus; site do projeto Museus do Rio.
sexta-feira, 16 de maio de 2014
BRASIL ESTUDA CONSTRUIR CENTRO DE RESTAURAÇÃO DE OBRAS
Ministra Marta Suplicy
visita o atelier de restauração da brasileira Regina Costa Pinto.
As mãos que retocam
importantes obras de arte do Museu do Louvre são da restauradora brasileira
Regina Costa Pinto Moreira. A baiana que trabalha há mais de 40 anos para o
museu mais visitado do mundo já se dedicou à restauração de telas de Tiziano,
Caravaggio, Goya, El Greco, Manet, entre outros. Considerada uma das principais
restauradoras na França e inclusive premiada pela Assembleia do Senado Francês,
Regina agora trabalha na restauração da obra "Bethsaba segurando a carta
de Rei Davi", de Rembrandt. "É um trabalho minucioso. Estou
trabalhando desde janeiro nesta tela e só devo acabar em junho", explica.
A ministra da
Cultura, Marta Suplicy, foi conhecer de perto o trabalho da brasileira que mora
em Paris e pensa em levar o modelo de trabalho dos franceses para o Brasil:
"É um trabalho inspirador e nós devemos focar em um Centro de Restauração
para os museus federais nos moldes do Louvre. É uma forma interessante de se
trabalhar", destaca a ministra.
A ideia é montar um
Centro Referencial de Restauração Nacional com um laboratório para fazer um
exame das obras e definir o trabalho que deve ser realizado em cada peça. A
contratação da restauração é feita por obra por meio de licitação. "A
intenção é conjugar recursos públicos e privados para se manter um grande
programa de restauração e conservação de obras", explica Ângelo Oswaldo,
presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). No Louvre, cerca de 1600
obras são restauradas anualmente.
Intercâmbio
Brasil-França
Desde o ano passado,
o Brasil concede, a cada ano, bolsas a três estudantes de mestrado ou doutorado
em universidades brasileiras para participar do Seminário Internacional de
Verão de museologia, da Escola do Louvre, e de estágios em museus de Paris ou da
região parisiense indicados pela Escola, perfazendo até três meses de
intercâmbio na França. A Escola do Louvre, igualmente, enviará três estudantes
franceses, anualmente, para estágios de até três meses em museus brasileiros
indicados pelo Ibram.
Quanto ao intercâmbio
profissional, anualmente os países se comprometeram a enviar um profissional ou
docente da área de museologia para ministrar seminários de uma semana sobre
temas de interesse mútuo. No ano passado, o Brasil enviou um professor, que
ministrou curso de uma semana na Escola do Louvre sobre a museologia no Brasil,
com foco em museologia social. Neste ano, o Brasil receberá uma professora
francesa que ministrará curso de uma semana sobre estudos de público e
acessibilidade a museus.
A Escola do Louvre é
uma instituição de ensino superior, vinculada ao Museu do Louvre e ao
Ministério de Cultura e Comunicação da França, que ministra cursos nas áreas de
museologia, história da arte, antropologia e arqueologia.
Fonte: Ministério da Cultura
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
Ibram lança publicação sobre o diálogo entre Museus e Turismo
O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC)
disponibiliza em formato digital a publicação Museus e Turismo –
estratégias de cooperação,elaborada com vistas à interação das duas temáticas e
as oportunidades de entrelaçamento dos setores para uma atuação cooperada dos
diferentes agentes que os compõem.
A publicação marca o diálogo entre as áreas e demonstra o
esforço do Ibram em preparar os museus para a recepção de visitantes em geral,
bem como de fluxo turístico decorrente dos megaeventos esportivos programados
para o país, como a Copa do Mundo FIFA 2014 e Olimpíadas 2016.
O esforço de aproximação entre as áreas de museus e o
turismo implica em promover um diálogo para reconhecimento das suas diferenças
e semelhanças, construção de entendimentos possíveis, percepção de
oportunidades de ações conjuntas e desenvolvimento de práticas cooperativas.
Fonte: Ibram
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