terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Ibram lança publicação sobre o diálogo entre Museus e Turismo





O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC) disponibiliza em formato digital a publicação Museus e Turismo – estratégias de cooperação,elaborada com vistas à interação das duas temáticas e as oportunidades de entrelaçamento dos setores para uma atuação cooperada dos diferentes agentes que os compõem.
A publicação marca o diálogo entre as áreas e demonstra o esforço do Ibram em preparar os museus para a recepção de visitantes em geral, bem como de fluxo turístico decorrente dos megaeventos esportivos programados para o país, como a Copa do Mundo FIFA 2014 e Olimpíadas 2016.

O esforço de aproximação entre as áreas de museus e o turismo implica em promover um diálogo para reconhecimento das suas diferenças e semelhanças, construção de entendimentos possíveis, percepção de oportunidades de ações conjuntas e desenvolvimento de práticas cooperativas.


Fonte: Ibram

sábado, 4 de janeiro de 2014

MUSEU DA IMAGEM E DO SOM DO RIO DE JANEIRO (MIS) TERÁ NOVA SEDE INAUGURADA EM 2014

 




Projetada pelo escritório nova-iorquino de arquitetura e design Diller Scofidio + Renfro, a nova sede do Museu da Imagem e do Som (MIS), esta em construção na Avenida Atlântica, Praia de Copacabana, a inauguração esta prevista para o segundo semestre de 2014.
Iniciativa do governo fluminense, em parceria com a Fundação Roberto Marinho, o novo prédio do MIS terá uma área de 9,8 mil metros quadrados e sete andares para dar ao público acesso ao vasto acervo da instituição, hoje distribuído por dois prédios, um na Lapa e outro na Praça XV, no centro do Rio. O novo espaço vai incorporar o acervo do Museu Carmen Miranda, atualmente instalado em um pequeno prédio no Parque do Flamengo.
O projeto do museu pode ser classificado como pertencente á assim chamada "corrente desconstrutivista", uma tendência da arquitetura contemporânea com forte influência do Construtivismo Russo, um movimento de vida breve, que foi uma versão da arquitetura e arte moderna na Rússia do início do século.
As coleções da Rádio Nacional, de Almirante, Elizeth Cardoso, Jacob do Bandolim, Nara Leão e tantas outras ganharão destaque no espaço expositivo do novo MIS, que terá um andar dedicado aos vários gêneros da música brasileira, como o samba, o choro e a bossa nova, além de mostrar acervos de televisão.
De acordo com sua presidenta, Rosa Maria Araújo, com a nova sede “o Museu da Imagem e do Som deixará de ser apenas um centro de documentação para se tornar um local atraente, que preserva a memória cultural”. A área de documentação e pesquisa passará a usar tecnologia moderna. 


O Museu contará com vários andares interligados por rampas, escadas e elevadores e contará com salas para exposições, teatro e cinema de 280 lugares, loja, cafeteria e um restaurante panorâmico em um dos andares mais altos.
No total, o edifício terá 8 pavimentos, além de subsolo, térreo e terraço, onde haverá um cinema ao ar livre.

A cineasta e cenógrafa Daniela Thomas assina o projeto de museografia da exposição permanente do novo MIS, que terá como curador Hugo Sukman. O museu também abrigará exposições temporárias nacionais e internacionais.

sábado, 21 de dezembro de 2013

Realidade aumentada possibilita passeio virtual através de aplicativo a museu de BH




Ivan Lobato, diretor da Gaz Game e produtor do app, explica o recurso de realidade aumentada à visitante


Trabalhos tecnológicos que propiciam visitas virtuais a locais especiais, como museus e galerias, já estão disponíveis em várias cidades. Belo Horizonte mesmo conta com alguns pontos bem interessantes pelos quais o visitante pode passear sem sair de casa. Esses trabalhos, entretanto, são geralmente oferecidos via site. Ou seja, é preciso estar conectado à internet para navegar pelo lugar e suas atrações.
O Museu das Minas e do Metal (MMM), entretanto, passou a oferecer na semana passada (lançado no dia do aniversário de Belo Horizonte) serviço semelhante, só que via aplicativo. Ou seja, o visitante virtual não precisa estar on-line para acessar o espaço. Basta baixar o app Media Guide MMM, que é gratuito, que a partir de então o museu pode ser visto de qualquer lugar e a qualquer hora. Downloads do aplicativo estão disponíveis nas lojas Google Play, para tablets e smartphones (equipamentos com telas sensíveis ao toque) equipados com sistema operacional Android, e na Apple Store, para dispositivos Apple. É só acessar as lojas e fazer busca por Media Guide MMM.
Via aplicativo, o Museu das Minas e Metal – que desde o dia 1º está sob gestão do Grupo Gerdau – passou a ser o primeiro do Brasil a disponibilizar um tour virtual completo por suas salas e acervo, extrapolando seus limites físicos e promovendo entre os usuários maior acesso aos seus conteúdos. São 18 salas e 44 atrações espalhadas por seus três andares, que abrigam importante acervo sobre mineração e metalurgia. Com o Media Guide MMM, o museu amplia seus recursos tecnológicos concebidos para destacar, de forma lúdica e interativa, a importância dos metais e minerais no cotidiano das pessoas.

Ele marca também a relação entre a história e as expressões culturais de Minas Gerais com a riqueza de seus recursos naturais. O MMM integra o Circuito Cultural Praça da Liberdade e ocupa o antigo edifício da Secretaria de Estado da Educação, inaugurado em 1897 e tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG). O Media Guide MMM contou com patrocínio da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) por meio da Lei de Incentivo à Cultura (Rouanet).
O visitante também tem acesso à transcrição dos áudios das atrações, o que possibilita a independência e autonomia de pessoas com alguma deficiência auditiva. Para os estrangeiros, o aplicativo tem versões em inglês e espanhol. São também oferecidas informações gerais sobre o MMM, como endereço, horário de funcionamento e como chegar. Além disso, são sugeridos roteiros virtualmente guiados, cujo tema e caminho encontram-se previamente definidos. Foram selecionados quatro roteiros: Mama África, Viageiros, Horizonte secreto e Miragens, sendo que este último foi feito exclusivamente para usuários do aplicativo. Cada um deles se divide em outros três sub-roteiros, que, além de elaborados com temáticas específicas, foram divididos por tempo estimado de visitação, para que o visitante possa se programar de acordo com os assuntos de seu interesse ou pelo tempo que dispõe para permanecer no museu.

Como usar o aplicativo

Depois de baixado, o aplicativo abre uma tela inicial que oferece quatro funcionalidades. A primeira é um mapa que mostra o que há nos três andares do edifício e suas atrações. A segunda e bem interessante, chamada Visita virtual, é toda constituída por fotos detalhadas de todo o prédio. Com o dispositivo móvel, o visitante consegue passear por todo o MMM, dirigindo-se às salas que quiser e obter todas as informações das atrações. E pode conferir in loco a veracidade da sua visita virtual. A terceira funcionalidade, Roteiros, que são virtualmente guiados, apresenta temas previamente definidos. São quatro no momento: Mama África, Viajeiros, Horizonte Secreto e Miragens. Todos se dividem em outros três sub-roteiros. E a quarta funcionalidade, Realidade aumentada, é a que permite com a câmera do dispositivo móvel obter imagens em 3D e informações sobre determinados assuntos fixados em totens (são 13) distribuídos pelo MMM.





O Media Guide MMM começou a ser desenvolvido em fevereiro pela empresa Gaz Games, especializada na criação de jogos digitais, softwares e aplicativos. A ideia nasceu depois de o próprio museu identificar a necessidade de um trabalho tecnológico que facilitasse às pessoas conhecê-lo. “No início, nem o MMM sabia direito o que fazer, tanto que abriu uma concorrência para uma definição. Nossa proposta, a de fazer com que um visitante pudesse conhecer suas instalações e obras sem, contudo, estar dentro dele, acabou vitoriosa”, revela Ivan Lobato, diretor da Gaz Games.


Ele conta que já pesquisou e não encontrou em nenhum lugar um trabalho assim, ou seja, uma ferramenta que propicie uma visita virtual a um lugar com todas as imagens do local e do acervo em 3D e via aplicativo. “Pode até haver, mas não encontramos exemplo similar. Portanto, acho que o MMM é o primeiro museu do mundo a contar com um trabalho nessas condições”, diz Ivan Lobato, ressaltando que no total foram gastas mais de 2 mil horas e tiradas mais de mil fotos internas e externas do prédio, além do uso de mapas e plantas arquitetônicas do local.

Baixando o aplicativo, o visitante tem, então, como fazer um passeio por todas as instalações do MMM abertas ao público, tendo como localizar salas e atrações específicas. O trabalho oferece um mapa 3D com a representação dos três andares do prédio. Assim, a pessoa que nunca esteve no museu consegue “andar” por ele e entrar em contato com toda a museografia e espaços físicos do edifício. E caso esteja visitando o local, o aplicativo facilita a consulta de informações sobre o acervo.

Um dos principais destaques do Media Guide MMM são seus recursos de realidade aumentada disparados por meio de imagens especiais espalhadas pelo museu, ferramenta que permite ao visitante entender um pouco mais sobre a arquitetura e a restauração do edifício. No interior do museu estão espalhados alguns totens com determinadas imagens. Quando a câmera do dispositivo móvel (tablet ou smartphone) é direcionada à figura estampada no totem, ela é substituída por outra tridimensional.

O acervo do MMM foi separado em diferentes categorias, com descrição das obras por meio de textos, imagens e vídeos, além de um glossário com temas específicos de arte e geociências. De acordo com Ivan Lobato, o projeto foi desenvolvido por uma equipe multidisciplinar, composta por programadores, modeladores 3D, artistas, designers, historiadores e educadores.

FONTE: EM.com.br

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

MUSEU INIMÁ DE PAULA SEGUIRÁ EM PRÉDIO NA RUA DA BAHIA POR PELO MENOS MAIS 20 ANOS



 Fonte: google


Fonte: google

A exposição das mais de 100 obras do mestre mineiro das cores Inimá de Paula continuará ocupando o museu que tem o nome do artista localizado na Rua da Bahia, no Centro de Belo Horizonte, por pelo menos mais 20 anos. Na noite desta quarta-feira, o governador Antonio Anastasia vai assinar o termo de permissão de uso do espaço junto com a secretária de Cultura, Eliane Parreiras, e pelo presidente da Fundação Inimá de Paula, Paulo Lasmar. 

O espaço Inimá de Paula, no salão central, abriga uma exposição permanente de mais de 100 obras do mestre mineiro das cores, uma remontagem de seu ateliê e uma apresentação dramática de seus autorretratos. A galeria virtual mostra todas as 1.860 obras catalogadas ao longo de 10 anos, onde o visitante opera de forma simples e moderna o sistema que traz uma experiência visual inédita. Além de expor obras de artistas consagrados, o Museu oferece oportunidade para os jovens talentos exibirem seus trabalhos em um espaço de primeira grandeza.

No local ainda tem um teatro-cinema com 140 lugares, um cybercafé e uma programação especial, voltada para a arte e educação, atendendo escolas, que encontram ferramentas audiovisuais interativas. “Além de ser um tributo à memória e à obra de um grande mineiro, o Museu Inimá de Paula tem um importante papel na difusão da cultura de Minas Gerais. A instituição guarda o acervo do grande artista nascido no Vale do Rio Doce e abriga eventos que tornam mais vivo o centro da capital mineira”, afirma Anastasia.

No prédio, construído em 1932, já funcionaram o Clube Belo Horizonte e o Cine Guarani. O imóvel pertence ao Estado de Minas Gerais e foi cedido, em 2006, em regime de comodato, à Fundação Inimá de Paula para abrigar o acervo de obras do artista, além de mostras esporádicas. O museu foi inaugurado em abril de 2008. Com a renovação da cessão do imóvel, a Fundação continua responsável pela manutenção e conservação do prédio e por desenvolver atividades de interesse público, sem fins lucrativos.

Entre as regras estabelecidas, está a de submeter qualquer obra de recuperação, restauração e adaptação do imóvel à aprovação do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) e do Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município de Belo Horizonte (CDPCM/BH).

Click aqui para acessar o site do museu.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Incêndio de grandes proporções no Memorial da América Latina






Quinze viaturas dos bombeiros combatem as chamas
(Foto: Ana Cláudia Barros/R7).










Um incêndio de grandes proporções atinge o auditório Simon Bolívar do Memorial da América Latina, espaço cultural público situado na Barra Funda, na zona oeste de São Paulo, na tarde desta sexta-feira (29). Segundo informações do Corpo de Bombeiros, uma vítima foi socorrida.
27 carros e caminhões dos Bombeiros estão no local e um helicóptero está ajudando a combater as chamas. Uma quantidade grande de fumaça está saindo de dentro do auditório.
Segundo a assessoria de imprensa do memorial, não havia funcionários no espaço no momento do incêndio. A assessoria informou que um curto-circuito atingiu a rede elétrica do auditório, que é o principal do memorial e tem 1.600 lugares. O fogo atingiu a platéia B do auditório.
A assessoria de imprensa, que fica em um prédio ao lado do auditório, afirma que a parte administrativa do memorial está sem energia elétrica desde a manhã de hoje, assim como outros estabelecimentos da região. A assessoria não soube informar se não havia energia elétrica no auditório.

O Memorial da América Latina foi inaugurado em 18 de março de 1989 na cidade de São Paulo, Brasil. É um centro cultural, político, e de lazer.  O conjunto arquitetônico, projetado por Oscar Niemeyer. O projeto cultural foi desenvolvido pelo antropólogo Darcy Ribeiro, com autonomia financeira e administrativa, vinculada à Secretaria de Estado da Cultura.
O memorial é composto por vários edifícios dispostos ao longo de duas áreas unidas por uma passarela, que somam ao todo 25.210 metros quadrados de área construída: o Salão de Atos, a Biblioteca Latino-Americana, o Centro de Estudos, a Galeria Marta Traba, o Pavilhão da Criatividade, o Auditório Simón Bolívar que pegou fogo na tarde de 29 de novembro de 2013. Na Praça Cívica, encontra-se a escultura em concreto, também de Niemeyer, representando uma mão aberta, em posição vertical, com o mapa da América Latina pintado em vermelho na palma.
O memorial possui um acervo permanente de obras de arte , exibidas ao longo da esplanada e nos espaços internos, e conta com um centro de documentação de arte popular latino-americana. A bibliotecas possui cerca de 30 mil volumes, além de seção de música e imagens. O complexo promove exposições, palestras, debates, sessões de vídeo, espetáculos de teatro, música e dança. Mantém o Centro Brasileiro de Estudos da América Latina, organização de fomento a pesquisas acadêmica sobre assuntos latino-americanos. Publica regularmente a revista Nossa América e livros variados. Serviu de sede ao Parlamento Latino-Americano entre 1989 e 2007 (atualmente localizado na cidade do Paraná).


"Poucos temas me deram tanta alegria ao projetá-los como o Memorial da América Latina. Primeiro pelo sentido político que representava. Reunir os povos deste continente para juntos discutirem seus problemas, trocando experiências, lutando pelos direitos desta América Latina tão explorada e ofendida. Depois, porque se tratava de um conjunto de prédios que, bem projetados, poderiam criar o que em arquitetura chamamos de espetáculo arquitetural." (Oscar Niemeyer).

sábado, 23 de novembro de 2013

Movimento cultural critica projeto que transfere Museu da República do GDF para União




 Museu da República do GDF
Fonte: google



Artistas, produtores e militantes culturais do Distrito Federal se manifestaram contra a transferência da gestão do Museu Nacional da República Honestino Guimarães do GDF para a União. O grupo se reuniu em comissão geral na Câmara Legislativa nesta quinta-feira (21) para debater o tema. A autorização da cessão está prevista no projeto de lei nº 1.693/2013, enviado pelo Executivo à Câmara. Os participantes também reivindicaram a criação de novos complexos culturais em outras cidades do DF.  
A realização do debate foi sugerida pelos deputados Celina Leão (PDT), Liliane Roriz (PRTB) e Olair Francisco (PTdoB) e contou com a participação de representantes de diversos colegiados culturais, do GDF e do governo federal.  
Os três deputados se posicionaram contra a proposta do Executivo. Segundo Celina, se o argumento para a transferência é o fato de espaço se chamar Museu Nacional, seria necessário a transferência para o governo federal o Estádio Nacional Mané Garrincha.    
O produtor cultural Luciano Lima condenou o argumento de falta de dinheiro, segundo ele, utilizado pelo GDF para justificar a transferência da gestão.   
— Como é que falta dinheiro se acabamos de construir um estádio de quase R$ 2 bilhões que vai se tornar um elefante branco?  

Um manifesto do movimento cultural foi lido e distribuído durante o evento, pedindo a rejeição do projeto de lei. "Reiteramos o valor e a importância do Museu da República e de seu rico acervo de arte contemporânea, como patrimônio cultural do Distrito Federal, por sua concepção, pelo conceito da atual administração, com uma política de formação e exposição de acervo em movimento, por ser um dos raros espaços sob a gestão do DF com programação constante e diversa, por sua abertura a todo tipo de público, moradores de qualquer parte do DF, do Entorno, do Brasil e do mundo", diz um trecho do documento.  
Não faltaram críticas ao projeto durante o debate. O prefeito de Água Fria, o ex-deputado distrital João de Deus, classificou o projeto como uma "excrescência" contra a cultura do DF. Já o artista plástico Henrique Gougon elogiou o trabalho desenvolvido atualmente no Museu e afirmou que a cidade não merece perder o espaço. E o maestro Rênio Quintas criticou a falta de diálogo do GDF com a classe cultural sobre a proposta, principalmente diante da falta de espaços no DF.  
O deputado Agaciel Maia (PTC) participou do debate e ressaltou a importância da discussão da proposta com a sociedade, "para aperfeiçoar o processo legislativo". Em sua opinião, mais importante do que quem fará a gestão é a preservação e a valorização do espaço cultural.  
Na mesma linha, o deputado Wasny de Roure (PT) defendeu o aprimoramento do projeto a partir de discussões com a população e do "bom senso". O parlamentar se manifestou, contudo, a favor da proposta. Para ele, a obra pertence ao povo brasileiro e é necessária para democratizar os acervos dos órgãos federais e permitir que a população tenha acesso.  
O secretário de Cultura, Hamilton Pereira, considerou a discussão "proveitosa" e destacou vários aspectos do Museu, lamentando a descontinuidade dos projetos culturais no DF ao longo dos últimos governos. Para ele, é importante construir um modelo de gestão duradouro e capaz de continuar oferecendo um serviço de qualidade. Pereira afirmou acreditar na construção de uma proposta convergente e democrática.   
— O Museu não tem dono. O Museu é da população, de Brasília, do Brasil e de todos que o visitam. O mais importante é olharmos para como vamos oferecer um serviço de qualidade à população.  
O presidente do Conselho de Cultura do DF, Romário Schetino, explicou que a questão ainda não foi esgotada pelo colegiado e defendeu a discussão de uma proposta de gestão compartilhada do Museu.  
Na opinião do presidente do Ibram (Instituto Brasileiro de Administração de Museus), Angelo Santos, o debate está sendo travado com base em informações equivocadas sobre a proposta. Segundo ele, a intenção, a partir de conversas entre a presidenta Dilma Rousseff, o governador Agnelo Queiroz e a ministra da Cultura, Marta Suplicy, sempre foi valorizar o Museu Nacional e transformá-lo numa referência no País, em parceria com o GDF. O presidente negou a possibilidade de implantar uma exposição permanente no local. 

Fonte:R7

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Ciência, Arte e Afeto: amostras do Museu De Arqueologia de Xingó acontece de 4 a 8



O Museu De Arqueologia de Xingó (Max) da Universidade Federal de Sergipe, desde sua criação em 2000, desenvolve atividades pedagógicas no âmbito de escolas públicas e particulares de nosso estado, através do projeto "Ação Educativa".
A Ação Educativa/MAX apresentará à sociedade sergipana a exposição "Ciência, Arte e Afeto: Amostras do MAX" durante a I Semana Acadêmica Cultural da UFS no período de 04 à 08 de novembro próximo. A exposição está composta de três amostras:
MAX Itinerante "9000 anos de ocupação humana" – Réplicas de material arqueológico de Xingó resultantes do salvamento no baixo São Francisco. A exposição se configura num trabalho pedagógico e científico de relevância patrimonial para toda a sociedade, por abordar a questão do tempo da ocupação humana em Sergipe.
Mestre Tonho "Da Dor à Arte"- Antonio Francisco da Silva, conhecido por mestre Tonho é artesão natural de Poço Redondo. Sua técnica utiliza a emburana, madeira nativa da região para esculpir peças conhecidas no cenário nacional. Atualmente suas peças estão em exposição no MAX, no município de Canindé de São Francisco.
Programa "Relíquia de Família" faz parte do elenco de atividades da Ação Educativa-MAX/UFS. Este programa está em desenvolvimento em duas escolas sergipanas e pelos alunos do Núcleo de Pesquisa e Ações da Terceira Idade NUPATI/UFS. Seu objetivo é refletir sobre as noções de patrimônio cultural, buscando promover atitudes de afeto, identidade e reconhecimento pelos bens culturais.

Programação
A exposição Ciência, Arte e Afeto: Amostras do MAX acontecerá no período de 04 a 08 de novembro, manhã e tarde, no hall da reitoria do campus de São Cristóvão sob a responsabilidade de Geovania Carvalho - Coordenadora da Ação Educativa e Railda Nascimento - Coordenadora de Exposição e alunos monitores dos cursos de Arqueologia e Museologia do CAMPUSLAR/UFS. Na terça-feira,5, terá a presença do Mestre Tonho esculpindo.

Fonte: NPGED/UFS